O relatório gerencial de setembro de 2026 do AAZQ11 apresenta como principal evento a suspensão da distribuição de rendimentos nos meses de setembro e outubro de 2026, após o pagamento de R$ 0,0925 por cota em agosto. A gestão justificou a medida como uma ação preventiva para alinhar a distribuição ao lucro contábil no regime de competência e absorver eventuais provisões por deterioração de crédito da carteira. O resultado contábil do mês recuou de R$ 2,13 milhões em agosto para R$ 978,9 mil em setembro, equivalente a R$ 0,0407 por cota, com a receita caindo de R$ 2,36 milhões para R$ 1,16 milhão. O saldo contábil não distribuído ficou acumulado em R$ 0,041 por cota, e o gestor sinalizou a expectativa de retorno gradual dos proventos a partir de novembro de 2026.
Entre os eventos de crédito, o relatório deu destaque a três ativos estressados. O Fiagro Cotribá sofreu remarcação negativa pelo administrador equivalente a 0,4% do patrimônio líquido (cerca de R$ 1 milhão), em razão do avanço da régua de provisão por inadimplência, com risco de remarcações adicionais de até 2,06% do patrimônio líquido (R$ 4,3 milhões ou R$ 0,18 por cota) nos próximos meses caso as medidas de cobrança não surtam efeito. No Fiagro Caetê, a cota mezanino permanece marcada a zero e a cota sênior a cerca de 33% do valor de face, enquanto a execução civil de bens penhorados segue condicionada a trâmites na esfera criminal. Já em relação ao CRA Ubyfol, ativo que teve marcação reduzida em 20% no primeiro semestre, a companhia segue em tratativas para apresentar seu plano de reestruturação de passivos após ter solicitado noventa dias de carência aos credores.
Na composição do portfólio, a parcela alocada em ativos do agronegócio passou de 99,6% do patrimônio líquido em agosto para 91,4% em setembro, dividida principalmente entre Certificados de Recebíveis do Agronegócio (64,0%) e cotas de outros Fiagros (23,0%). O nível de caixa subiu de 4,63% (R$ 9,61 milhões) para 7,65% (R$ 15,95 milhões), reflexo de amortizações ordinárias e saídas ou vendas extraordinárias de posições que somaram R$ 10,6 milhões. Nas movimentações de compra, houve aportes no Fiagro BR Agro, no valor de R$ 1,3 milhão, e no Fiagro Toagro, no montante de R$ 200 mil, ambos à taxa de CDI mais 5,00% ao ano.
Em termos de indicadores, a taxa ponderada de carrego líquido da carteira diminuiu de CDI mais 1,98% ao ano em agosto para CDI mais 1,61% em setembro, enquanto o carrego bruto ajustou de CDI mais 3,07% para CDI mais 3,03%. O número de cotistas apresentou leve declínio de 29.891 para 29.851 investidores. A cota patrimonial encerrou o período em R$ 8,672 ante R$ 8,631 no mês anterior, e o valor de mercado unitário foi de R$ 6,620 ante R$ 6,580, mantendo o desconto de mercado com a relação entre valor de mercado e patrimonial estável em 0,76 vezes.